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14 MAR 2016

Tirando uma modesta contribuição dos acessos máquina-a-máquina (M2M), a tecnologia LTE (4G) foi a única que apresentou sólido crescimento no Brasil em janeiro, segundo balanço da Anatel divulgado nesta sexta, 11. A quarta geração tem ajudado quase sozinha a segurar as acentuadas quedas na base total do mercado de serviço móvel pessoal, mostrando um ritmo médio de 1,692 milhão de acessos novos por mês nos últimos 12 meses.

Se o ritmo atual do mercado continuar, a previsão deste noticiário é de que a base 4G vá superar a de 2G em agosto. Vale lembrar, entretanto, que a projeção é baseada na média histórica anual, e que 2015 mostrou forte influência do fim do efeito comunidade e de limpezas de base nas operadoras em dezembro. Se, por um lado, é possível que isso continue no decorrer deste ano, há também a possibilidade de o ritmo de crescimento do LTE seja afetado negativamente pela situação macroeconômica.

Comparando com dezembro, a tecnologia LTE foi praticamente a única que cresceu: 2,614 milhões de adições líquidas (ou 10,27%), o que totaliza 28,060 milhões de conexões em janeiro. No ano, foram 20,3 milhões de adições líquidas, um crescimento de 262%.

 

Em adições líquidas de 4G, o crescimento das três maiores operadoras foi de patamares próximos: 782,8 mil para a Vivo (aumento de 8,19%), 733 mil para a TIM (10,31%) e 647,1 mil para a Claro (14,53%). A Oi fechou janeiro com 417,2 mil adições (11,89%), e a Nextel com 852,4 mil (4,14%). No comparativo com o mês de janeiro de 2014, vale ressaltar o progresso da Oi: 624,67%, ou 2,231 milhões a mais de acessos. A Nextel aumentou 334,39% (412,2 mil adições) e a Vivo, mesmo sendo a líder na tecnologia, cresceu mais (293,11%) do que a TIM (282,79%) e a Claro (278,36%).

Assim, a Vivo começou o ano rompendo a barreira dos 10 milhões de acessos LTE – 10,338 milhões, mais exatamente. Segunda colocada, a TIM, encerrou o mês com 7,843 milhões, enquanto a Claro tinha 5,099 milhões; a Oi, 3927 milhões; e a Nextel, 852,4 mil. Confira a participação das empresas no gráfico abaixo.

 

Tecnologias antigas em queda

A base 2G continuou a cair, apresentando recuo de 2,36% no mês (1,559 milhão de linhas), total de 64,431 milhões. No intervalo de 12 meses, já se trata de uma queda de 40,7%, ou 44,222 milhões de desconexões. Já a 3G recuou 1,04% (1,543 milhão de acessos), embora ainda seja a maior base brasileira, com um total de 147,575 milhões. Os primeiros meses de 2015, quando ainda apresentava crescimento, compensam as recentes quedas no WCDMA: comparado com janeiro do ano passado, a queda foi de 0,87%, ou 1,290 milhão de linhas a menos.

As únicas operadoras que apresentaram aumento no 3G em janeiro foram Algar (1,01%), Sercomtel (0,87%) e TIM (0,39%). Vale destacar que a base da líder de mercado no segmento, a Claro, caiu 2,47% (1,175 milhão de desconexões) no comparativo mensal, embora ainda tenha 46,444 milhões de acessos, cerca de 9 milhões a mais do que a segunda colocada, a TIM (com 37,626 milhões).

 

 

A base de terminais de dados (modems e tablets) continuou a encolher (2,33% no mês e 8,84% no ano), total de 5,779 milhões de acessos. Somando com os acessos 3G e 4G, entretanto, a banda larga móvel representa mais 70% da base total: 181,414 milhões de linhas, ainda com crescimento de 0,52% e 11,33% no mês e no ano, respectivamente, também graças ao LTE.